Complemento nominal | o que é e exemplos

O complemento nominal é o termo que completa o sentido do substantivo, do adjetivo ou do advérbio e é introduzido por uma preposição.

Complemento nominal: exemplos
O casaco é resistente à água.

A busca pelos desaparecidos levou muitas semanas.

Estes documentos são indispensáveis para a realização da prova.

A juíza decidiu desfavoravelmente ao réu.

O funcionário se mostrou apto para o trabalho.

O chat de inteligência artificial do Quillbot pode ajudar você a montar um plano de estudos para revisar conceitos gramaticais, como o de complemento nominal.

Principais pontos
  • Definição e estrutura: o complemento nominal é um termo integrante da oração, introduzido obrigatoriamente por preposição, cuja função é completar o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio.
  • Comportamento e natureza: atua como o alvo sobre o qual recai o sentido do nome (frequentemente equivalente ao paciente ou receptor da ação), podendo também se estruturar na forma de uma oração subordinada.
  • Diferença do adjunto adnominal: enquanto o complemento nominal completa substantivos, adjetivos e advérbios, sendo sempre preposicionado e passivo (alvo), o adjunto adnominal apenas especifica ou modifica substantivos, podendo ser ativo (origem/agente) e vir ou não acompanhado de preposição.

O que é complemento nominal

O complemento nominal é tradicionalmente considerado um termo integrante da oração, cuja função é completar o sentido do substantivo, do adjetivo ou do advérbio.

Dica
Os termos integrantes da oração são aqueles considerados indispensáveis para a compreensão do enunciado, pois completam o sentido de nomes e verbos.

Essa categoria é composta por:

Exemplos:

  • Lucas pintou a parede. (objeto direto)
  • Júlia gosta do verão. (objeto indireto)
  • Ela tem apreço pela literatura. (complemento nominal)
  • O trabalho foi realizado pela empresa. (agente da passiva)

Os termos essenciais da oração são sujeito e predicado; e os termos acessórios são adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto.

Ele pode modificar as seguintes classes de palavra:

  • Substantivos
  • Adjetivos
  • Advérbios
Exemplos de complemento nominal
Modificando substantivos:

  • Direito à liberdade
  • Amor pela vida
  • Convivência com o diferente

Modificando adjetivos:

  • Semelhante aos irmãos
  • Orgulhoso da filha
  • Nocivo à saúde

Modificando advérbios:

  • Relativamente à sua pergunta
  • Favoravelmente ao réu
  • Longe do centro

Uma sentença inteira também pode exercer função de complemento nominal – é o caso das orações subordinadas substantivas completivas nominais.

Exemplos de complementos nominais oracionais
Esse bolo é igual ao que a minha avó fazia.

Tenho a sensação de que isso não vai dar certo.

Ele estava ansioso para que o show começasse.

Complemento nominal de nomes derivados de verbos transitivos

Em muitos casos, o complemento nominal integra o sentido de nomes que são derivados de verbos transitivos, pois os verbos correspondentes selecionam um objeto.

Ou seja, nesses casos, da mesma forma como o objeto completa o sentido do verbo, o complemento nominal completa o sentido do nome.

Os nomes, tradicionalmente, são substantivos, adjetivos e advérbios; ou elementos que se comportam como eles.

Equivalência entre complemento nominal e objeto
Nome + complemento nominal Verbo + complemento verbal (objeto)
Admiração pela atleta Admirar a atleta
Respeito ao próximo Respeitar o próximo
Oposição ao projeto Opor-se ao projeto
Confiante na vitória Confiar na vitória
Aliança com o inimigo Aliar-se ao inimigo
Nota
Não é todo nome cujo sentido é integrado pelo complemento nominal que deriva de um verbo.

Por exemplo:

  • Independentemente do valor
  • Direito à água potável
  • Longe da minha casa

Não há verbos que compartilhem o mesmo radical e sentido de “independentemente”, “direito” e “longe” nessas construções.

Diferença entre complemento nominal e adjunto adnominal

Adjunto adnominal e complemento nominal são funções sintáticas distintas.

Enquanto o complemento nominal completa o sentido dos nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), o adjunto adnominal modifica ou determina os nomes (especificamente, os substantivos).

Como o complemento nominal é sempre preposicionado, ele pode se confundir com o adjunto adnominal que, quando está na forma de locução adjetiva, também é preposicionado.

Diferenças entre complemento nominal e adjunto adnominal preposicionado
Diferença Complemento nominal Adjunto adnominal
Relação com o nome Alvo da ação descrita no nome

Ex.: Assistência aos doentes

Origem da ação descrita no nome

Ex.: Assistência da equipe médica

Significado Indica o termo sobre o qual recai a ação expressa pelo nome, o resultado, etc.

Ex.: Construção do prédio 

Indica característica, relação parte-todo, posse, constituição material, finalidade, etc.

Ex.: Altura do prédio 

Ser ou não preposicionado É sempre preposicionado.

Ex.: Disputa pelo pódio

Pode ou não ser preposicionado.

Ex.: Disputa dos atletas

Ex.: Disputa acirrada

Classe do nome complementado ou especificado Complementa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios.

Ex.: Impróprio para banho

Especifica o sentido apenas de substantivos.

Ex.: Toalha de banho

Dica
Complementos nominais e adjuntos adnominais podem estar presentes em uma mesma sentença.

Por exemplo:

  • É longa a luta das mulheres por igualdade de gênero.

Relação com o nome

Como o complemento nominal completa o sentido do nome, o complemento é o alvo sobre o qual recai seu conteúdo (muitas vezes equivalente ao paciente). Ou seja, o complemento nominal pode ser o receptor, o resultado, etc.

O adjunto adnominal, por outro lado, é a origem da ação (muitas vezes equivalente ao agente).

Complemento nominal e adjunto adnominal: alvo vs. origem
Complemento nominal (alvo) Adjunto adnominal (origem)
Defesa do meio ambiente
(“o meio ambiente é defendido”)
Defesa do advogado
(“o advogado defende”)
Reivindicação dos direitos
(“os direitos são reivindicados”)
Reivindicação da população
(“a população reivindica”)
Aprendizado de língua estrangeira
(“a língua estrangeira é aprendida”)
Aprendizado dos alunos
(“os alunos aprendem”)
Invasão da cidade
(“a cidade é invadida”)
Invasão dos soldados
(“os soldados invadem”)
Nota
Em geral, esse critério serve para diferenciar adjuntos e complementos de nomes derivados de verbos.

Significado

O complemento nominal completa o sentido do nome, enquanto o adjunto adnominal o especifica ou modifica.

Como a especificação de um nome pode ser feita de diversas maneiras, o adjunto adnominal pode indicar característica, relação parte-todo, posse, constituição material, finalidade, etc.

O complemento nominal, mais restrito, é o termo sobre o qual recai a ação, o seu resultado, etc.

Adjunto adnominal e complemento nominal: diferença no significado
Exemplos de complemento nominal:

  • Responsável pelo departamento
  • Composição da música 
  • Procura pela solução

Exemplos de adjunto adnominal:

  • Cor da camiseta (característica)
  • Porta do armário (relação parte-todo)
  • Cadeira de plástico (constituição material)
  • Tênis de corrida (finalidade)

Ser ou não preposicionado

O complemento nominal é sempre preposicionado.

Já o adjunto adnominal só vem acompanhado de preposição quando é uma locução adjetiva. Ele pode também ser um adjetivo, artigo, numeral ou pronome, casos em que não é preposicionado.

Complemento nominal e adjunto adnominal: exemplos com e sem preposição
Exemplos de complemento nominal:

  • Respeito às regras
  • Necessidade de sol
  • Confiante na vitória

Exemplos de adjunto adnominal:

  • Discurso do prefeito (locução adjetiva)
  • Discurso emocionante (adjetivo)
  • O discurso (artigo)
  • O segundo discurso (numeral)
  • Aquele discurso (pronome)

Classe do nome complementado ou modificado

O complemento nominal pode completar o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios.

O adjunto adnominal, por outro lado, qualifica somente substantivos.

Complemento nominal e adjunto adnominal: exemplos da classe do nome
Exemplos de complemento nominal:

  • Interesse pelo assunto (substantivo)
  • Apego ao passado (substantivo)
  • Fiel às amigas (adjetivo)
  • Ansioso pelo resultado (adjetivo)
  • Independentemente do resultado (advérbio)
  • Perto do supermercado (advérbio)

Exemplos de adjunto adnominal:

  • Suco de laranja (substantivo)
  • Caderno sem pauta (substantivo)

Complemento nominal: exercícios


Perguntas frequentes sobre complemento nominal

Qual é a diferença entre complemento nominal e verbal?

A diferença entre complemento nominal e complemento verbal é que o primeiro completa o sentido de nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios) e o segundo, de verbos (transitivos diretos, indiretos e bitransitivos).

Os complementos verbais são também chamados de objetos.

Exemplos de complemento nominal:

  • Medo do mar
  • Gosto por esportes
  • Doação de livros

Exemplos de complemento verbal:

  • Temer o mar (objeto direto)
  • Gostar de esportes (objeto indireto)
  • Doar os livros à biblioteca (objeto direto e objeto indireto)

Muitos complementos nominais possuem complementos verbais equivalentes. Com a ajuda da ferramenta de reescrever texto do Quillbot, você consegue diversificar as estruturas e usar sinônimos para tornar o seu texto mais interessante.

Qual é a diferença entre concordância verbal e nominal?

Concordância nominal e verbal são relações estabelecidas entre diferentes categorias gramaticais.

A concordância verbal é a relação criada entre o verbo e o sujeito da sentença no que se refere a pessoa e número.

Por exemplo:

  • Laura e eu compramos uma casa.

Nesse exemplo, o sujeito “Laura e eu” determina que o verbo “comprar” esteja na 1ª pessoa do plural.

A concordância nominal é a relação que se forma entre o substantivo e os elementos que se ligam a ele.

Por exemplo:

  • Joana considera os alunos muito espertos.

Aqui, o artigo “os” (adjunto adnominal) e o adjetivo “espertos” (predicativo do objeto) concordam em gênero e número com o nome “alunos”.

Se alguns casos de concordância verbal e nominal ainda geram dúvida, use o corretor de texto gratuito do Quillbot.

É predicado do sujeito ou predicativo do sujeito?

O termo correto é predicativo do sujeito, não predicado do sujeito.

Predicativo do sujeito é o termo que atribui uma característica ao sujeito por intermédio de um verbo de ligação.

Por exemplo:

  • Ele parece triste.

Nessa sentença, “triste” é o predicativo do sujeito.

Se você tiver outras dúvidas sobre conceitos gramaticais, como predicado e predicativo do sujeito, pergunte ao Chat IA gratuito do Quillbot.

Como diferenciar o objeto direto do objeto indireto?

Para diferenciar o objeto direto do objeto indireto, observe se o complemento ocorre ou não com preposição e por quais pronomes ele pode ser substituído.

  • Eu entreguei os livros ao menino.

Essa sentença possui dois objetos: “os livros” e “ao menino”.

“Os livros” não é precedido de preposição e pode ser substituído pelo pronome “os”. Portanto, é o objeto direto.

“Ao menino” contém uma preposição (“ao”) e pode ser substituído pelo pronome “lhe”. Portanto, é o objeto indireto.

  • Eu os entreguei ao menino.
  • Eu lhe entreguei os livros.

Em uma pergunta, a distinção também fica evidente, pois a preposição precede o pronome relativo no objeto indireto.

  • Eu entreguei o quê ao menino?
  • Eu entreguei os livros a quem?

Ou seja:

Se o item questionado contiver uma preposição (“a quem?”, “de quem?”, “de que?”, etc.), é um objeto indireto.

Se não tiver preposição (“quem?”, “o que?”), é um objeto direto.

Está na dúvida se o objeto pede ou não preposição? Use o corretor de texto gratuito do Quillbot.

Fontes deste artigo

Recomendamos fortemente o uso de fontes confiáveis para todos os tipos de trabalhos escritos. Você pode citar nosso artigo ou explorar os artigos listados a seguir para obter mais informações.

Este artigo do QuillBot

Miliorini, R. (24 de julho de 2026). Complemento nominal | o que é e exemplos. Quillbot. Acessado e 24 de julho de 2026, em https://test.abubakkarahmad.com/pt/blog/sintaxe/complemento-nominal/

Fontes

CEGALLA, D. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.

CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexicon, 2017.

ROCHA LIMA, C. H. Gramática normativa da língua portuguesa. 49. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

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Rafaela Miliorini, PhD

Rafaela é licenciada em Letras (língua portuguesa e literatura) e é mestra e doutora em Linguística. Sua especialidade é a sintaxe das línguas naturais.

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